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CÂMARA EXTERNA - ROSACRUZ

sábado, 13 de agosto de 2016

FERNANDO PESSOA - ROSEACRUZ No Túmulo de Christian Rosenkreutz



ROSEACRUZ

No Túmulo de Christian Rosenkreutz

                                                    poema místico de Fernando Pessoa 

Quando, despertos deste sono, a vida,
Soubermos o que somos, e o que foi
Essa queda até corpo, essa descida
Até à noite que nos a Alma obstrui,
Conheceremos pois toda a escondida
Verdade do que é tudo que há ou flui?
Não: nem na Alma livre é conhecida…
Nem Deus, que nos criou, em Si a inclui
Deus é o Homem de outro Deus maior:
Adam Supremo, também teve Queda;
Também, como foi nosso Criador,
Foi criado, e a Verdade lhe morreu…
De Além o Abismo, Sprito Seu, Lha veda;
Aquém não há no Mundo, Corpo Seu.
II
 .
Mas antes era o Verbo, aqui perdido
Quando a Infinita Luz, já apagada,
Do Caos, chão do Ser, foi levantada
Em Sombra, e o Verbo ausente escurecido.
Mas se a Alma sente a sua forma errada,
Em si que é Sombra, vê enfim luzido
O Verbo deste Mundo, humano e ungido,
Rosa Perfeita, em Deus crucificada.
.
Então, senhores do limiar dos Céus,
Podemos ir buscar além de Deus
O Segredo do Mestre e o Bem profundo;
Não só de aqui, mas já de nós, despertos,
No sangue actual de Cristo enfim libertos
Do a Deus que morre a geração do Mundo.
III
.
Ah, mas aqui, onde irreais erramos,
Dormimos o que somos, e a verdade,
Inda que enfim em sonhos a vejamos,
Vemo-la, porque em sonho, em falsidade.
Sombras buscando corpos, se os achamos
Como sentir a sua realidade?
Com mãos de sombra, Sombras, que tocamos?
Nosso toque é ausência e vacuidade.
Quem desta Alma fechada nos liberta?
Sem ver, ouvimos para além da sala
De ser: mas como, aqui, a porta aberta?
Calmo na falsa morte a nós exposto,
O Livro ocluso contra o peito posto,
Nosso Pai Rosacruz conhece e cala.”


TISHÁ B'AV - Um dia de tristeza para o povo judeu



Tishá b’Av - Um dia de tristeza


A partir do dia em que se destruiu o Templo, cessou o riso perante Deus

Tishá b’Av, o nono dia do mês de Av, é uma das datas mais tristes do ano para o povo judeu. É um dia de luto e jejum, pois recordamos a destruição do Primeiro Templo (queimado pelos babilônios, em 586 A.C.) e do Segundo Templo de Jerusalém (arrasado pelos romanos, em 70 D.C.) – então centros da vida religiosa do povo hebreu. Os dois eventos deram início a longos e penosos exílios.

A destruição dos dois Templos, porém, não é a única tragédia associada a Tishá b’Av. Na mesma data, no ano 135 da nossa era, a última fortaleza judaica a resistir aos romanos durante a revolta de Bar Kochbá, em Betar, foi vencida, selando mais um destino de sofrimento para o judeu. No mesmo dia, no ano seguinte, o imperador Adriano destruiu Jerusalém, estabelecendo no lugar uma nova cidade romana, Aelia Capitolina.


O imperador impôs uma série de restrições à prática do judaísmo, proibindo inclusive a circuncisão e limitando a um dia as visitas a Jerusalém (justamente em Tishá b’Av), e somente com o pagamento de pesados tributos.

Já na Idade Média européia, outro acontecimento trágico marcou a data: o monarca inglês Eduardo I assinou um edital banindo os judeus do país, em 1290. O decreto só seria revogado na metade do século XVII. Em 1492, foi a vez dos judeus da Espanha serem expulsos, outra vez em Tishá b’Av. A expulsão veio acompanhada da conversão forçada ao cristianismo. Muitos resistiram e mantiveram costumes judaicos, secretamente. 

Esse conjunto de eventos compõe um período de três semanas de luto, que se inicia com o jejum de 17 de Tamuz, dia em que os soldados babilônicos romperam as muralhas de Jerusalém. Durante essas três semanas de luto são proibidas as celebrações de casamentos ou qualquer outro tipo de festa.


Os Templos de Jerusalém (Batei Hamicdash) 
O Primeiro Beit Hamicdash foi construído no século IX A.C. pelo rei Salomão para servir como a Casa de Deus. Ele não poderia ser erguido com instrumentos de ferro, uma vez que esse metal era relacionado à guerra. Então, foi edificado com pedras, ao longo de sete anos, e se transformou em uma das grandes construções da Antigüidade Oriental até a invasão e o exílio babilônico.

Setenta anos mais tarde, Herodes construiu o Segundo Beit Hamicdash. Menos suntuoso que o primeiro, foi destruído pelos invasores romanos no ano 70 D.C., em uma tentativa de latinizar a região.


Entre os grandes símbolos dos dois Templos estavam a Menorá e o Aron Hakodesh, a Arca Sagrada. A Menorá, segundo a tradição, tinha sete braços e era toda feita de ouro. Suas chamas eram acesas de modo que sempre ficassem apontadas para o centro. Não se sabe do seu destino. Mas, nos monumentos erguidos em Roma em homenagem à conquista, aparece a imagem da Menorá.

O Aron Hakodesh, o mais sagrado dos objetos do Templo, era feito de madeira e coberto por ouro. Dentro, estavam as Tábuas da Lei que Moisés recebeu de Deus e o Sêfer Torá, a principal obra do judaísmo. A Arca ficava no Kodesh Hakodashim (o mais sagrado dos locais do Templo), em um ambiente onde apenas uma pessoa, o Cohen Gadol, o Sumo Sacerdote, podia acessar.

Tradição 
Em Tishá b’Av realiza-se um jejum semelhante ao de Iom Kipur. Ele tem início ao pôr-do-sol do dia anterior e estende-se até o anoitecer do dia seguinte. Na refeição que o antecede, é costume comer lentilhas e ovos cozidos, alimentos que são associados ao luto.



Mas a restrição alimentar vai além do período de jejum. Mesmo após o término do jejum, não se come carne ou toma vinho até a metade do dia seguinte. Isso porque, segundo a tradição, o fogo consumiu o Templo nos dias 9 e 10 de Av.

Nesses dias também é proibido calçar sapatos de couro, em sinal de contrição. Os homens deixam de fazer a barba e as mulheres, de usar maquiagem. O estudo da Torá é restrito. Por ser considerada uma atividade alegre, sua leitura não é permitida. Apenas alguns trechos do Talmud, que tratam da destruição de Jerusalém, podem ser lidos.

Na sinagoga, lê-se a Meguilat Echá (Livro das Lamentações). Algumas congregações, inclusive, para ressaltar o luto, cobrem o Aron Hakodesh (Arca Sagrada), onde se guardam os Sifrê Torá (os rolos da Torá), com um pano negro. As luzes da sinagoga são substituídas por velas. As pessoas sentam-se no chão, em bancos baixos ou almofadas, outra tradição do luto no judaísmo.












domingo, 7 de agosto de 2016

ESTUDO DA CABALA (16ª semana) QUINTO PRINCÍPIO ESPIRITUAL DA CABALA - Parte 1

06 a 13/08/2016

O MOMENTO DA TRANSFORMAÇÃO

NO MOMENTO DE NOSSA TRANSFORMAÇÃO,
 FAZEMOS CONTATO COM O ÂMBITO DO MUNDO DO 99%!


Temos duas escolhas na vida:
1. Reagir à situação, caso no qual nossas almas irão por fim resistir               à Luz, nos deixando na escuridão do âmbito do 1 por cento.
2. Proativamente, resistir ao nosso desejo de reagir,
              nos conectando assim com a realidade do 99 %.

A opção número dois remove o Pão da Vergonha, abrindo assim caminho para que a Luz preencha as nossas vidas numa circunstância particular. Colocando de outra maneira, no instante em que reagimos à reação, transformamos um aspecto particular de nosso ser — o que vem a ser o objetivo de nossa existência. 

Automaticamente nos ligamos com o 99 %e a medida apropriada de Luz irradia. Por isto, nosso Quinto Princípio Espiritual afirma:
No momento de nossa transformação, fazemos contato com o âmbito do 99 %!


A FÓRMULA DA TRANSFORMAÇÃO

Transformar a reação em pro ação funciona da seguinte maneira:
1. Um obstáculo aparece.
2. Perceba que a sua reação — e não o obstáculo — 
        é o verdadeiro inimigo.
3. Feche o seu sistema reativo para permitir que a Luz entre.
4. Expresse sua natureza proativa.

O momento da transformação tem lugar durante os passos três e quatro. É então que você impõe à sua alma a dimensão iluminada da Luz — o âmbito do 99 %.


 APLICANDO A FÓRMULA DA TRANSFORMAÇÃO

Considere este cenário da vida e observe como funciona a fórmula:
1. Acontece uma situação difícil. Seu amigo explode com você.
2. Sua reação emocional. Você fica abalado, zangado e magoado.
3. Sua reação comportamental. Você grita de volta com seu amigo.


ANALISANDO A FÓRMULA DE TRANSFORMAÇÃO

1. Um obstáculo aparece. Seu melhor amigo explode com você.
2. Perceba que a sua reação é o verdadeiro inimigo. Seus sentimentos de estar abalado, zangado e magoado são o seu verdadeiro inimigo - não o seu amigo.
3. Feche o seu sistema reativo para permitir que a Luz entre. Ponha de lado todas as suas reações emocionais. Ao invés de gritar de volta, deixe que entre tudo. Mesmo que você não tenha culpa, simplesmente deixe o seu amigo descarregar. O que importa não é quem está certo ou errado. O que importa é a sua decisão de não reagir.
4. Expresse a sua natureza proativa. Agora você está em contato com o 99 %. As emoções que você irá sentir agora e seu próximo conjunto de ações terão raiz na Luz. Automaticamente, sentimentos e comportamento positivos irão surgir. Você verá uma mudança positiva surpreendente na situação externa que estava confrontando. Seu amigo responderá de uma maneira que você nunca sonhou ser possível. Ou alguma informação iluminadora acerca de seu relacionamento subitamente aparecerá.


Com grande freqüência, nossa atenção fica focada em circunstâncias externas. Alguém de quem gostamos nos magoa. Um negócio não se realiza. Nós discordamos da opinião de outra pessoa. 

Alguém nos insulta. Um colega recebe a promoção que nós merecíamos. Acontecimentos externos despertam reações dentro de nós o dia inteiro. Ao invés de reagir, aplique a fórmula. Você verá acontecer verdadeiros milagres.

INDO ADIANTE COM A DEFINIÇÃO 
DE COMPORTAMENTO REATIVO

O comportamento reativo tem por fundamento o Desejo de Receber humano: este é o desejo original que foi criado no Mundo Infinito. O comportamento reativo inclui a ambição, o egoísmo, a auto-indulgência, o ego e coisas desse tipo. O comportamento reativo é qualquer reação que temos a situações externas. Esse comportamento pode incluir a raiva, a inveja, o excesso de confiança, a auto-estima baixa, a vingança e a animosidade. Tome um momento e reflita sobre essas reações. Relembre as vezes em que essas emoções foram provocadas dentro de você. Pense nas situações que fizeram com que esses sentimentos aparecessem.

Na verdade, 99 % de nosso comportamento são reativos. Mas este é o plano. Lembre-se, nossa essência é o desejo de receber, de receber satisfação.

Nossa consciência é construída com base em desejos reativos, impulsivos, instintivos. Elevar-se acima dessa consciência constitui a transformação espiritual genuína. Vamos examinar agora como todos esses conceitos cabalísticos se desenvolvem em nosso mundo real.


O JOGO, O NOSSO ADVERSÁRIO E A ARTE DA TRANSFORMAÇÃO ESPIRITUAL O JOGO MAIS ANTIGO

Imagine 22 pessoas reunidas num campo de futebol. Todas são dotadas de um talento atlético extraordinário, no nível de Pelé, Garrincha, Rivelino e Didi. Recebem todo o equipamento necessário para jogar futebol: a bola, chuteiras, uniformes, as traves. Tem até torcida.

Mas suponha que lhes falte um ingrediente vital — as regras do jogo. Essas 22 pessoas nunca ouviram falar de futebol e não têm absolutamente a mínima ideia do que seja. O que aconteceria se fosse dito a todos esses jogadores que jogassem um jogo chamado futebol, e não lhes fosse permitido deixar o campo até serem tão capazes quanto campeões de uma Copa do Mundo?


Imagine o caos! Brigas. Discussões. Frustração. Desistências. Alguns jogadores talvez façam suas próprias regras. Embora dotados com os atributos de craques do futebol, só o que conseguem produzir é um pandemônio. 

De acordo com a Cabala, não importa quanto talento possuímos. Sem as regras do jogo, o resultado é o caos. O que nos leva a um jogo bem mais antigo que o futebol, e bem mais misterioso. O livro de regras deste jogo tão desafiante foi registrado num antigo manuscrito cabalístico há cerca de 2.000 anos. O livro se chama o Zohar, e ele contém todos os segredos espirituais que dirigem o Jogo da Vida.


Segundo a sabedoria do Zohar, cada um de nós é um Pelé em potencial no jogo da vida. Cada um de nós nasce neste mundo com um enorme talento. Mas para a maioria de nós, esse talento acaba não sendo aproveitado — porque temos jogado o jogo sem saber como ele deve realmente ser conduzido.

A Cabala definitivamente nos dá regras, mas sem impor constrangimentos para nossa experiência diária do mundo. Em vez disso, ela apresenta um conjunto de leis espirituais universais que nos liberam e nos dão poder, em corpo e em alma. Essas leis são os 14 Princípios Espirituais que estão sendo apresentados.


Antes de podermos começar a entender os princípios espirituais da Cabala num nível mais profundo, contudo, temos que superar um obstáculo. Aquelas pessoas talentosas no campo de futebol agora têm um livro de regras, mas suponha que tivessem os olhos vendados antes de entrarem em campo. Apesar de saberem as regras, não podem enxergar. E assim, permanece o caos!

De acordo com a Cabala, cada um de nós vem a este mundo com uma venda nos olhos. Antes de podermos continuar aprendendo as regras do jogo da vida e de podermos verdadeiramente agir a seu respeito, temos que retirar a venda dos olhos e descobrir uma coisa especialmente importante — Quem é o nosso adversário?


CONTRA-INTELIGÊNCIA

Por que a natureza humana parece ser tão orientada em direção a um comportamento autodestrutivo? Por que nos ocupamos de atividades que sabemos serem ruins para nós, mesmo quando não queremos? Por que deixamos de fazer o que é bom para nós em troca do que é prejudicial? Por que a ambição é mais tentadora e divertida do que a generosidade? Por que é tão fácil ficarmos viciados em todas as coisas prejudiciais? Por que é tão difícil desenvolver bons hábitos? Raiva, medo, inveja, preguiça — todos os nossos traços de comportamento negativos e destrutivos — são como a força da gravidade. Não importa o quanto nos esforcemos para pular três metros de altura, não conseguimos.

A negatividade constantemente nos puxa para baixo, não importa o quanto estejamos comprometidos em nos libertar. Faz parte de nossa natureza.


Mas viemos a este mundo para mudar nossa natureza! Este é o acordo que foi fechado no Mundo Infinito. Nós, o Receptor, não receberíamos mais a plenitude verdadeira e duradoura a não ser que removêssemos o Pão da Vergonha, a não ser que antes transformássemos a nossa natureza reativa em proativa. Mas esta tarefa é extremamente difícil. A bem dizer é quase impossível. Por que a natureza humana tende tanto para o lado negativo?



Fonte: O Estudo da Cabala - Maria Diva Ogeda - SRC
Aguarde próxima semana:
QUINTO PRINCÍPIO ESPIRITUAL DA CABALA- Parte 2
TRANSFORMAÇÃO ESPIRITUAL - O Adversário 
Leia também:
O QUARTO PRINCÍPIO ESPIRITUAL DA CABALA
e semanas 1ª a 15ª



PORTAL DA CABALA Mini-Aula de Torá - Conexão (44) - As Palavras

06 a 13/08/2016
Conexão da Semana:  Palavras        
Esta semana começamos o último dos cinco livros da Torá. Em um momento crucial, em que Moisés prepara sua despedida do povo que guiou por dezenas de anos,  temos uma porção, aliás, um livro inteiro, denominado “Palavras”.

Os cabalistas sabem do poder das palavras. Sabem que a palavra negativa destrói a vida de quem a usa, assim como a palavra construtiva eleva e transforma. Trata-se de um tema fundamental da Cabala: se você dá a devida atenção à sua relação com as palavras, isso, por si só, pode eliminar toda a negatividade de sua vida.

Por isso, nessa semana nos concentramos em trocar a maledicência por palavras de Luz. Cada palavra amorosa levar algo muito bom ao mundo. A conexão da Torá nos pede boas palavras.

Shalom!

Atenção: Mini-aulas semanais, Rituais on-line abertos a todos, cursos presenciais em 3 estados, 7 livros publicados, Curso dos 72 Nomes de Deus, muito em breve Módulo 1 online, filantropia que cresce a cada ano, fazemos tudo isso porque acreditamos na construção de um novo mundo, com muito mais amor.
[]s Ian Mecler.
Aguardem, próxima semana
 estudo Conexão 45 - A Herança


MISSÃO ROSACRUZ


MISSÃO ROSACRUZ 

A Ordem Rosacruz, AMORC é uma organização internacional, de caráter cultural, fraternal, místico-filosófico, não-sectário e não dogmático, dedicada ao estudo e aplicação prática das leis naturais que regem o universo e a vida. 


Sua MISSÃO é promover a evolução da humanidade através do desenvolvimento das potencialidades de cada indivíduo, auxiliando em seu desenvolvimento, em espírito de fraternidade, respeitando a liberdade individual, dentro da Tradição Cultural Rosacruz e propiciar uma vida mais harmoniosa com saúde, felicidade e paz. 


Esse conhecimento, preservado e desenvolvido pelas Escolas de Mistérios, está a disposição de toda pessoa sincera, de mente aberta e motivação positiva e construtiva.

Para maiores informações solicite grátis o livreto “O Domínio da Vida”, 
no seguinte endereço:
DIVULGAÇÃO R+C Jequié
email: obuscador.divulga@gmail.com

ORDEM ROSACRUZ - AMORC
Grande Loja de Jurisdição de Língua Portuguesa
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