sexta-feira, 3 de janeiro de 2020
MISTICISMO E RELIGIÃO - Sergio Carlos Covello, FRC
Sergio Carlos Covello, FRC
É preciso não confundir misticismo com religião. Embora essas palavras evoquem o sagrado e o divino, religião designa tradicionalmente um conjunto de crenças, dogmas, costumes, normas e ritos de certa comunidade que adora um mesmo Deus. As religiões têm em geral um fundador, um ou mais líderes, escrituras sagradas e templos para o culto público. Organizam-se e hierarquizam-se para propagar a fé e conquistar adeptos. Com sua doutrina sobre a origem do mundo e do homem, o sentido da vida, o sofrimento e a morte e suas práticas litúrgicas, as religiões exercem poderosa influência sobre a conduta de seus seguidores e têm produzido místicos notáveis.
O místico, todavia, não surge sempre de uma religião. Há místicos que não são religiosos, e religiosos que não são místicos, apesar de exercerem até a liderança religiosa.
A experiência mística não depende de organização ou hierarquia, nem templos materiais, nem escrituras sagradas, porque é uma percepção imediata do divino, uma atitude interior. Muitas vezes o místico se indispõe com a religião a que pertence ou encontra sérias dificuldades dentro dela por causa de sua conduta mística, que extrapola os costumes de sua comunidade. São Francisco de Assis e São João da Cruz são bons exemplos disso.
O místico entra quando quer no santuário de sua alma, onde encontra a Divindade. Ser místico é viver profundamente a realidade divina dentro de si. Tal vivência é transformadora, porque a união com o divino faz com que o homem materializado pelas ilusões do mundo se transforme em homem espiritual.
Erro é supor que a experiência mística requer a fuga do mundo. Quando o indivíduo vive sua realidade divina, liberta-se do apego às coisas exteriores que o mundo oferece (lucros e perdas, prazeres e tristezas, honra e difamação), porque passa a desfrutar da felicidade interior que, por ser plena, dispensa os prazeres ilusórios e transitórios. Contudo, seu estado de bem-aventurança, longe de o isolar de seus semelhantes, faz com que se relacione melhor com todos os seres, sendo compreensivo, paciente, compassivo, magnânimo, generoso, caritativo e pacífico, qualidades típicas do altruísta.

PROMESSAS DE ANO NOVO
PROMESSAS DE ANO NOVO
Ano Novo, promessas mágicas. Palavras são repetidas, com ênfase para expressar todo o nosso desejo de felicidade e prosperidade a cada ano que se inicia. Paira no ar um clima de renovação que perpassa mentes e corações. estamos neste tempo de renovação.
Por que não desejar a si mesmo, sincera e fervorosamente, a prosperidade na Luz da Vida e no Amor, de forma (im) pessoal? Sim, fazer um propósito, ir além do simples desejo de ser feliz, compromissar-se consigo mesmo e ter a coragem de reavaliar-se, pelo menos uma vez por mês. Se necessário, começar de novo, como se fosse a primeira vez, dizendo:
Eu me proponho a:
Direcionar minha atenção para o lado puro e bom das pessoas.
Acelerar meus passos na Senda Espiritual.
Discernir a verdadeira Luz das falsas miragens.
Lembrar que o tempo é curto e a vida é apenas agora.
Trabalhar o meu silêncio, única chave do tabernáculo interior.
Ser menos dependente das coisas e das circunstâncias.
Observar quantos seres santos caminham neste mundo.
Olhar mais para o espelho do Sanctum e menos para a tela da TV.
Agir e falar positivamente em favor do país em que resido.
Levar bem mais a sério o Código Rosacruz de Vida.
Sentir, com intensidade, a Paz, sinônimo da felicidade verdadeira.
Agradecer à Vida pelo dom da vida.
Partilhar todas as bênçãos recebidas.
E orar, orar, orar sempre, por toda a humanidade.
Texto retirado da revista Rosacruz, nº 234, p. 52,
escrito por Mercedes Palma Parucker, SRC.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2020
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