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domingo, 12 de fevereiro de 2017

CONHECIMENTO ROSACRUZ - semana - 5 MISTICISMO E RELIGIÃO

MISTICISMO E RELIGIÃO 
                                                            Sergio Carlos Covello, FRC
        É preciso não confundir misticismo com religião. Embora essas palavras evoquem o sagrado e o divino, religião designa tradicionalmente um conjunto de crenças, dogmas, costumes, normas e ritos de certa comunidade que adora um mesmo Deus. As religiões têm em geral um fundador, um ou mais líderes, escrituras sagradas e templos para o culto público. Organizam-se e hierarquizam-se para propagar a fé e conquistar adeptos. Com sua doutrina sobre a origem do mundo e do homem, o sentido da vida, o sofrimento e a morte e suas práticas litúrgicas, as religiões exercem poderosa influência sobre a conduta de seus seguidores e têm produzido místicos notáveis.

            O místico, todavia, não surge sempre de uma religião. Há místicos que não são religiosos, e religiosos que não são místicos, apesar de exercerem até a liderança religiosa.

A experiência mística não depende de organização ou hierarquia, nem templos materiais, nem escrituras sagradas, porque é uma percepção imediata do divino, uma atitude interior. Muitas vezes o místico se indispõe com a religião a que pertence ou encontra sérias dificuldades dentro dela por causa de sua conduta mística, que extrapola os costumes de sua comunidade. São Francisco de Assis e São João da Cruz são bons exemplos disso.

O místico entra quando quer no santuário de sua alma, onde encontra a Divindade. Ser místico é viver profundamente a realidade divina dentro de si. Tal vivência é transformadora, porque a união com o divino faz com que o homem materializado pelas ilusões do mundo se transforme em homem espiritual.

            Erro é supor que a experiência mística requer a fuga do mundo. Quando o indivíduo vive sua realidade divina, liberta-se do apego às coisas exteriores que o mundo oferece (lucros e perdas, prazeres e tristezas, honra e difamação), porque passa a desfrutar da felicidade interior que, por ser plena, dispensa os prazeres ilusórios e transitórios. Contudo, seu estado de bem-aventurança, longe de o isolar de seus semelhantes, faz com que se relacione melhor com todos os seres, sendo compreensivo, paciente, compassivo, magnânimo, generoso, caritativo e pacífico, qualidades típicas do altruísta. 



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