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domingo, 30 de abril de 2017

FÁBULAS DE ESOPO - Sábio da Grécia (Semanal)



Semanalmente, estaremos retornando a publicação das fábulas de Esopo.

Encantando velhos e crianças há 25 séculos, as fábulas de Esopo têm uma mensagem radical e poderosa. Elas refletem a vida como ela é. Revelam com lucidez implacável os jogos de dissimulação, e colocam em cima da mesa, para que todos vejam a ambição, o medo e a inveja que ameaçam cada alma em sua jornada pela vida. Mas também revelam as qualidades positivas que permitem a libertação espiritual.

Uma fábula é uma história carregada com simbolismo, que traz em si uma lição de vida e na qual os animais possuem o dom da fala. Esopo é o fundador do gênero, e suas fábulas reúnem três atributos principais: são curtas, belas e úteis. Elas nos ensinam, entre outras coisas, que a vida é um dom de supremo valor; mas que viver é perigoso, e que, por esse motivo, cada alma deve desenvolver ao máximo, virtudes como atenção, vigilância, coragem, prudência e equilíbrio..

 A Cigarra e a Formiga, A tartaruga e a lebre, O Lobo e o Cordeiro, A raposa e as uvas
 A vida de Esopo não é uma mera suposição. Ele existiu de fato, e é citado por Platão, Aristófanes, Xenofonte e Aristóteles.

Calcula-se que Esopo tenha nascido em torno de 620 antes da era cristã. Escravo, gago, com o rosto deformado por uma extrema feiúra, Esopo era dotado de uma extraordinária sabedoria prática. Por causa do seu talento, acabou sendo libertado por seu dono. Então o ex-escravo foi para Atenas, e ali dedicou-se a defender as pessoas pobres e humildes. Usava suas fábulas para denunciar a hipocrisia dos poderosos e para desmoralizar os procedimentos injustos das elites.

Devido ao seu discurso irreverente em defesa dos mais fracos e da verdade, Esopo não demorou muito a chamar atenção de Perístrato, dirigente de Atenas que era inimigo da liberdade de pensamento.

Em 564 a. C., o contador de histórias foi acusado de sacrilégio pelo oráculo de Delfos.

Mesmo contando uma profunda fábula em sua defesa, Esopo foi condenado à morte e lançado do alto de um penhasco. Depois de morto, porém, passou a ser reconhecido como um dos grandes sábios da Grécia.


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