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sábado, 2 de julho de 2016

ESTUDO DA CABALA (12ª semana) TERCEIRO PRINCÍPIO ESPIRITUAL DA CABALA - PARTE 3

02 a 09/07/2015


DEUS E A HUMANIDADE

A este ponto você provavelmente compreendeu que o Receptor é a nossa raiz, a nossa semente, a nossa origem, a nossa fonte. De fato, todas as almas da humanidade, no passado e no presente, estavam presentes dentro do Receptor Infinito.

Ao longo dos tempos, a força de Energia infinita recebeu a denominação de Deus, de Senhor do Universo, de Criador Divino, e muitos outros nomes. Os antigos cabalistas se referiam a esta força de Energia com a palavra em hebraico Or. Em português, Or significa Luz.

• Assim como no lado de cá da cortina, a luz do sol instantaneamente se expande e ilumina um quarto escuro, do outro lado da cortina a Luz se expande e ilumina a eternidade.

• Assim como um único raio de luz contém todas as cores do arco-íris, a Luz contém todas as cores de plenitude.

Essa Luz que brilha tão claramente por trás da cortina é a fonte e a substância de toda a plenitude que buscamos. Todas as nossas atividades são, na verdade, uma busca pela Luz, que se manifesta numa diversidade de formas: recompensas, relacionamentos, carreiras prósperas, realizações pessoais, vida familiar valiosa, contentamento emocional, segurança financeira, conhecimento e sabedoria, e todos os outros objetivos que aspiramos em busca da felicidade.


A LUZ

A Luz não é Deus, mas uma Energia que vem de Deus. Considere a luz do sol. Os fótons que caem sobre a Terra não são a fonte e a essência do corpo solar ardente que, a partir de uma distância de 91 milhões de milhas, nos dá vida. Semelhantemente, a Luz não é propriamente o Criador, mas sim Seus atributos positivos e a energia espiritual que irradia de Seu centro. Em termos ainda mais simples, assim como não podemos tocar na fornalha nuclear que é o nosso sol, a mente humana não consegue conceber a totalidade de Deus. 


A ESTRUTURA DO RECEPTOR
O Receptor infinito era composto de dois aspectos — uma energia masculina e uma energia feminina, como uma pilha simples que contém pólos positivo e negativo. Na Cabala chamamos de Macho e Fêmea

A Cabala ensina que essas duas energias do Receptor eram conhecidas pelos nomes em código de Adão e Eva. Adão e Eva não eram apenas duas pessoas no Jardim do Éden. Eram duas Energias Divinas que formavam o Recipiente ou Receptor Infinito.

Os cabalistas compreendem que a Bíblia inteira é um código. E como qualquer código complexo, é preciso decifrá-lo compreendê-lo de forma mais profunda.

De certa forma, é como a música. Imagine tentar ouvir uma música e sentir as emoções do compositor simplesmente olhando para a pauta musical. Não dá certo. É preciso escutar a melodia e ouvir a letra para apreciar completamente a canção.

A Cabala é o instrumento do nosso universo que toca a canção da Criação.

A Bíblia é a pauta musical. Sua Alma é o Órgão Infinito que executa a partitura.

A Bíblia também tem um nível subatômico bem mais abaixo do nível superficial do texto. Na verdade, o principal motivo da hostilidade entre a ciência e a religião, e o motivo pelo qual a religião fracassou em satisfazer os desejos de todos, é que estivemos lendo a Bíblia literalmente.

 Permanecemos na Idade da Pedra no que diz respeito ao seu nível subatômico. Este nível subatômico se chama Cabala. Dessa forma, aprendemos que o termo em código Adão e Eva na verdade está ligado ao Receptor — que é ele mesmo uma força consciente 
conhecida como o Desejo de Receber. Masculino e Feminino ou Positivo e Negativo.


UM ATO DE CRIAÇÃO 

A criação do Receptor — isto é, do Desejo de Receber — é a única criação verdadeira que jamais aconteceu. Foi só isto. Nenhuma outra entidade foi construída. Nenhum outro mundo foi fabricado a partir do nada. A única coisa que alguma vez veio à existência - ex nihilo — foi o desejo de receber tudo o que a Luz Infinita oferecia.

Este ato único de criação ocorreu antes da origem do nosso universo. Dentro deste ato único de criação, entretanto, existem inúmeras fases complexas, que os antigos textos cabalísticos tornaram conhecidas através de discurso, metáfora, parábola, e de outras linguagens ocultas. O estudo dessas fases requer muitos anos, por isso aqui será apresentada uma rendição abreviada. 

O compartilhar por parte da Luz de sua essência com o Receptor levou a uma extraordinária unidade. Em termos cabalísticos, essa unidade profunda se chama... 


O MUNDO INFINITO 

Se pudéssemos de fato perceber o Mundo Infinito espiando por trás da cortina, seria impossível distinguir entre a Luz e o Receptor. Tudo é Luz. Só existe a Luz.

Imagine esculpir um copo num bloco de gelo. Imagine então jogar água dentro desse copo. O copo é o recipiente — o Receptor. A água é o doador — a Luz. A água enche o copo assim como a Luz enche o Receptor. 

Em sua essência básica, entretanto, tanto a água quanto o copo são H20. Uma única essência, mas duas formas. Os conceitos de compartilhar e de receber ocorrendo dentro de um único domínio de H20. Uma única realidade, mas duas inteligências infinitas.

O Mundo Infinito opera de maneira semelhante. Consiste na perfeição total — a Luz compartilhando completamente com o Receptor. A manifestação última de compartilhar e receber. Unidade. Harmonia. Dar e receber, infinito de plenitude.


A PERGUNTA 

Então o que aconteceu? O que é esse Mundo Infinito? Como viemos parar aqui, nesta existência tão problemática? Por que estamos presos deste lado da cortina onde tudo é escuro e perigoso? 

Se tudo estava unificado e perfeito no Mundo Infinito, por que estamos lendo este livro num mundo que é fragmentado e falho? 

Se somos parte do Receptor, por que experimentamos tanta dor? 

Onde está a Luz, a alegria infinita e a felicidade permanente?

Aguarde próxima semana:Parte 4 
Leia também:
O SEGUNDO PRINCÍPIO ESPIRITUAL DA CABALA
e 1ª a 11ª semanas 

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